Os perigos associados ao fumo de tabaco expostos!

 

Nos dias de hoje, não é novidade para ninguém, que a prática de fumar cigarros, charutos ou cigarrilhas promove uma série de riscos para a saúde, tanto para os fumadores como para as pessoas que os rodeiam. Mas saberemos quais são na realidade os perigos associados ao fumo de tabaco? Tentaremos com este artigo elucidar quaisquer questões e, quem sabe, auxiliar algum leitor na quebra de um vicio tão nocivo quanto este.

Um cigarro é composto por mais de 4000 substâncias químicas, sendo muitas das quais tóxicas e nocivas para a saúde humana. Talvez a mais conhecida destas substâncias será a infame Nicotina, pois está directamente associada à necessidade física e psicológica do vício tabagista. Ao ser inalada numa nuvem de fumo, grande parte desta substância é imediatamente absorvida pelo sangue, dada a ineficácia de filtração por parte dos nossos pulmões.

São actualmente reconhecidas mais de 40 substâncias cancerígenas e mais de quatro centenas de outras toxinas vulgarmente encontradas em materiais como vernizes ou veneno para ratos. Lógico que estas se encontram em doses residuais em cada cigarro, mas perante o hábito de fumar é expectável a sua acumulação no nosso organismo, causando sérios problemas para a saúde do nosso corpo. Devido a esta alta exposição a substâncias tóxicas, é estimado que os fumadores contam com entre menos 10 a 15 anos de vida que os não-fumadores.

De todos os problemas de saúde associados ao tabagismo o cancro é possivelmente a doença mais comum, sendo estimada uma relação de 30% com todos os cancros fatais. É, no entanto, nos pulmões que esta doença se manifesta com maior frequência, sendo estimada uma relação de 90% com todos os cancros de pulmão. Mas não é apenas nos pulmões que estas substâncias podem originar cancros. Podemos relacionar com o hábito regular do fumo de tabaco os cancros da boca, laringe, esófago, pâncreas, rins, bexiga e estômago.

Os pulmões são sem dúvida os órgãos mais afectados pelo tabagismo, que provoca doenças potencialmente fatais como os enfisemas e as bronquites (75% de todas as fatalidades destas doenças são provocadas pelo tabagismo), mas o coração também sofre muito com este hábito. O tabaco é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, como o acidente vascular cerebral (avc) ou o enfarte do miocárdio. São ainda de notar os riscos associados de desenvolvimento de osteoporose ou problemas nas articulações, e ainda problemas de foro sexual e reprodutor tanto em homens (disfunção eréctil) como em mulheres (infertilidade). O tabaco afecta ainda a circulação sanguínea, o que, por sua vez, resulta numa má distribuição de nutrientes para as terminações nervosas, originando danos nos nervos (neuropatia).

Um grave perigo associado ao tabagismo está relacionado com o hábito de fumar durante a gravidez. São reconhecidos níveis mais elevados de probabilidade de aborto espontâneo, sangramentos e náuseas, e ainda de redução do peso dos bebés, podendo mesmo originar nascimentos prematuros. É também reconhecido que os bebés filhos de fumadores estão mais susceptíveis ao síndrome de morte súbita e a níveis de saúde mais debilitada ao longo do seu desenvolvimento.

Finalmente, encontramos os chamados fumadores passivos, ou seja, aquelas pessoas que não fumam mas afectados por proximidade pelo fumo exalado por fumadores. Os perigos para a sua saúde são os mesmos que os de um fumador, pois também acumulam nos seus organismos todas as substâncias tóxicas presentes nos cigarros. São as crianças que mais sofrem com esta prática. Os seus órgãos internos, por se encontrarem ainda em desenvolvimento, são mais afectados por essas mesmas substâncias, notando-se assim uma maior incidência de casos de asma, bronquites, pneumonias, síndrome de morte súbita e otites.

Então, como acabar com este vício?!

É reconhecido que cada indivíduo tem uma relação característica com o cigarro. Por essa mesma razão cada conjunto de orientações e medidas para deixar de fumar deve ser individualizado. Tal pode ser conseguido através de recurso a uma consulta com um médico, em que são verificados o grau de dependência e os factores comportamentais e psicológicos que poderão dificultar a cessação. Pode mesmo ser necessário, em alguns casos, recorrer a medicação que reduza o desejo pela nicotina e pelo cigarro. É no entanto de salientar que existem medidas gerais e comprovadas para deixar de fumar, como a prática regular de exercício físico ou o afastamento de hábitos e locais que promovam o acto de fumar.

CMIL – Clínica Médica Internacional de Lisboa

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